Alicerce Bíblico

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Nove diretrizes para aconselhar pessoas com pensamento suicida

Por Robert Jones

Como você deve ministrar para amigos ou aconselhados que parecem ser suicidas? Embora a questão impeça a discussão de sinais de alerta e orientações bíblicas mais completas, considere nove diretrizes introdutórias.

1. Entre no mundo da pessoa e mostre um cuidado especial quanto aos fatores estressores que alimentam o pensamento suicida.

O risco de suicídio exige que você amplifique suas habilidades de cuidado e relacionamento. Valorize e desenvolva uma atitude carinhosa e compassiva.

 

2. Se a pessoa não falou sobre suicídio, mas você tem uma suspeita, pergunte a ela.

Aborde o assunto. Rejeite o mito de que falar sobre o assunto pode induzir a pessoa ao suicídio. A pessoa que manifesta sinais provavelmente já pensou em suicídio em algum momento. Levantar a questão transmite segurança para a pessoa conversar sobre o assunto. A gravidade desse problema supera qualquer risco potencial. Perguntas como estas abaixo podem ajudar (com cada resposta levando à próxima pergunta):

“Você já pensou em suicídio?” Se sim, então…
“Quantas vezes?” “Quando foi a última vez?” “Você está pensando nisso agora?” Se sim, então…
“Como você faria isso?” “Qual é o seu plano?”

Se a pessoa expressar intenção suicida, consulte a diretriz 8 abaixo.

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Você sabe ouvir os dois lados de uma questão?

Por Thomas Tronco

“O primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão, até que outro venha à frente e o questione” (Pv 18.17).

Na eleição passada, em que escolhemos presidente, governador, senador e deputados, minha filha assumiu uma postura muito curiosa. Era como se ela fosse votar, apesar de ainda ser criança. Assim, ela se sentiu no dever de decidir quais eram os melhores candidatos. Mas não foi uma tarefa fácil. Ela me disse que ao ouvir um candidato, em seu programa eleitoral, ele parecia ser o melhor. Mas logo em seguida, outro falava e parecia que ele tinha razão no que discursava. Minha pequena filha descobriu como é difícil ouvir partes conflitantes entre si.

Essa dificuldade não se deve somente à inexperiência de uma criança. O próprio rei Salomão sabia dos problemas de ouvir as partes de uma demanda. Ele também achava que “o primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão”. Na verdade, nós costumamos ver primeiro o melhor das pessoas, de modo que um discurso em que alguém apresente seus argumentos nos parece quase sempre razoável e corremos o risco de concluir apressadamente que a razão está com esse. Mas isso acontece “até que outro venha à frente e o questione”, mostrando que o que parecia claro é bem nebuloso. Um desses casos difíceis de julgar foi narrado em 1Rs 3.16-28, em que Salomão teve de decidir qual era a mãe verdadeira do menino sobrevivente. A decisão revelou a todos a espetacular sabedoria que recebeu de Deus. (mais…)

Aprendendo como não ser um “conselheiro problemático”

Por Jeff Forrey

Existem várias maneiras diferentes de aprender as habilidades do aconselhamento. O principal método é observar, modelar e receber o feedback de um conselheiro experiente e bem-sucedido. Deste bem-sucedido conselheiro, você pode aprender abordagens eficazes para a construção de um maior envolvimento, fazendo perguntas frutíferas, esclarecendo respostas vagas ou obtusas, etc. No entanto, este método não é a única maneira de se adquirir boas habilidades no aconselhamento.

Outra opção para aprender habilidades de aconselhamento é observar um conselheiro não qualificado e malsucedido e determinar quais erros evitar. As escrituras, na verdade, demonstram isso no livro de Jó, que expõe, com detalhes excruciantes, como não aconselhar alguém. Neste post, quero oferecer advertências que podemos aprender com aqueles a quem Jó rotulou de “conselheiros problemáticos” (ou “consoladores miseráveis” – Jó 16:2).
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Aprimore o escutar

Por Níckolas Ramos

Em diversas ocasiões, a Bíblia trata do modo como o crente deve lidar com a língua. De fato, a comunicação é uma dádiva preciosa de Deus e pode ser usada tanto para o bem como para o mal. Entretanto, todo diálogo é composto por um emissor (que é quem fala) e por um receptor (que é quem ouve). Ambos precisam de sabedoria nesse processo, já que ouvir, ao contrário do que muitos pensam, não é um processo “passivo” em que simplesmente recebemos informação. Antes, é também “ativo”, já que processamos tudo que nos é dito para formularmos ideias e conselhos.

Atendendo à comunhão genuína, por vezes seremos confidentes, ombros amigos e conselheiros que ouvirão histórias que, naturalmente, exigirão algum tipo de parecer próprio. A cautela do crente, porém, começa muito antes daquilo que ele fala. Na verdade, inicia-se antes mesmo de ele sequer ouvir, já que algumas verdades devem permear previamente o nosso pensamento. Por isso, é importante que, como crentes, saibamos nos comunicar por completo — tanto falar como ouvir. Assim, são listados abaixo três princípios básicos para desenvolvermos ouvidos atentos e sábios.

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Espere, mas não presuma que homens liderarão

Por Darryl Burling

Nos anos 90, os seriados de televisão corroeram a liderança masculina ao retratar a figura do pai no lar como o alívio cômico e o alvo das piadas, ao invés de provedor sábio e fiel das décadas anteriores. No século 21, a cultura continuou a deixar o papel dos homens em segundo plano, substituindo a liderança dos homens pelo protagonismo das mulheres.

Não foi apenas o papel masculino bíblico marginalizado, mas a própria noção de gênero tornou-se fluida. As pessoas agora se recusam a ser rotuladas com o gênero de seus corpos físicos e a sexualidade assumiu um propósito utilitário, sendo vista como uma saída para a realização pessoal e de identidade, ao invés de administrar a função e o caráter que Deus pretendia que as pessoas cumprissem. É justo dizer que pouco se espera dos homens hoje.

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